500 dias com ela ( Marc Webb – 2009)

500DiasComEla_thumbMarc Webb é um conceituado diretor norte-americano de videoclipes. Em sua videografia, constam nomes como Santana, Weezer e Green Day. Partindo de sua experiência em montagens fragmentadas e dinâmicas, temos o excelente filme “500 dias com ela”. Como bom conhecedor de cultura pop, a trilha é destaque especial do filme, recheada de Smiths, Regina Spektor (com quem Marc trabalhou várias vezes), a francesinha Carla Bruni e até mesmo canções do projeto She and Him, comandado por Zooey Deschanel. Bem, sem esquecer da homenagem ao Patrick Swayze, com “She’s like the wind”! Salada cultural? E o que é o pop, senão isso?

A história é batidinha: um garoto conhece uma garota. Na abertura do filme, o aviso: “essa não é uma história de amor, mas sim sobre o amor”. Garoto (Tom, vivido por Joseph Gordon-Levitt) conhece garota (Summer, Zooey Deschanel). Garoto se apaixona, ela não acredita no amor. E assim segue a história, permeada por contratempos, por momentos de felicidade e todas aquelas coisas próprias de casal.

Mas o que esse filme tem de tão especial, a ponto de ser aplaudido no Festival do Rio? Eu poderia dizer que é a construção dos personagens. São tão verossímeis que, em determinado momento, você vai estar se identificando com as situações vividas por eles. Tom é um jovem que trabalha em uma loja que produz cartões comemorativos, mas sua verdadeira paixão é a arquitetura. Summer é a menina criticada na adolescência por ser certinha, e que não acredita no amor devido à separação dos pais. Em comum, a paixão por Smiths, que desencadeia um dos primeiros contatos.

Tom se apaixona perdidamente. Summer mantém a distância e aproveita o momento. Nas várias tentativas de conquista, o espectador vai sendo conduzido, na ótica de Tom.  Zooey Deschanel está deslumbrante no papel. Sua personagem não tem aprofundamento psicológico: ela é a menina que recusa Tom, e idealizada como inacessível. Vale lembrar que temos o tempo todo a visão de Tom, e vamos acompanhando sua evolução no processo de rejeição. Em uma das cenas mais geniais, há a divisão na tela da expectativa X realidade (referências à Woddy Allen?). Em outra cena, logo após consumar seu romance com a amada, o personagem dança em uma fonte em praça pública (referências aos filmes musicais dos anos 30 ou apenas uma herança de coreografias de videoclipes?). Durante a “fossa”, o protagonista assiste a filmes de Bergmann (uma homenagem ao cinema, o filme dentro do filme?). De qualquer forma, o filme é genial e vale a pena ser visto e revisto. A sensação do filme (que dura noventa minutos) é que dura muito pouco. Fica a promessa de novos filmes de Marc Weeb.

Segue a cena expectations X reality (com um comentário de Jonathan Kim, crítico americano de filmes independentes. Ele faz o link com Brilho Eterno. Será?)

Ficha técnica

Anúncios

Tags:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: