Fichamento – Economia do Cinema – Professora Alessandra Meleiro

Economia do cinema

*Fluxo de mercadorias – fluxo de circulação do capital
*economia de mercado = capitalismo
*mudanças no mercado – convergência – internet e novas tecnologias
*O fluxo digital da informação transformou a economia de maneira radical e global (economia ponto-com)
*A teoria econômica clássica não explica o surgimento do mercado cinematográfico
*A teoria que melhor explica a existência do mercado de imagens em movimento é a neoclássica: a oferta gera a demanda (Jean Batiste Say)
*Surgimento do mercado brasileiro – dependência tecnológica e ideológica dos mercados estrangeiros
*Mercado regulado pela economia das salas de cinema (empecilho histórico para o pleno desenvolvimento de uma indústria local)
*Global Hollywood (Miller, 2007)
*Arthur Autran: problemas:
– descontinuidade da produção
– atuação das distribuidoras majors e o seu papel na formação de um mercado cinematográfico
– aglutinação dos produtores em torno do Estado
– Embrafilme – clivagem histórica no processo de tentativa de industrialização – porém, gera dependência dos produtores (leis de incentivo)
*João da Matta:
– dilema dos produtores: a relação entre o setor industrial do audiovisual e o Estado
*Gonzaga de Luca:
– mercado de exibição :verticalização que envolvia os primeiros produtores – que também eram distribuidores e exibidores de filmes
– duopólio: Severiano Ribeiro e Francisco Serrador
*Leal e Mattos:
– festivais de cinema
*Nudeliman e Pfeiffer:
– novas janelas
*Massarolo e Alvarenga:
*novas modalidades de negócio que estão surgindo no ambiente da indústria do audiovisual devido aos novos meios de difusão e produção que se encontram ancorados na tecnologia do digital (mídias corporativas, cultura participativa e  inteligências coletivas)
*Randal Johnson:
– recepção do cinema brasileiro no contexto anglo-saxão
– o interesseda academia anglo-saxã pelo cinema brasileiro mantém uma relação direta com a recepção dos filmes nos seus mercados –  evidenciando que o divórcio entre academia e mercado audiovisual talvez seja ainda um estado preponderante em nosso país

*O pensamento industrial cinematográfico brasileiro: ontem e hoje

– Alex Viany:Introdução ao cinema brasileiro
– Gomes: “Panorama do cinema brasileiro: 1896/1966”
– Eduardo Escorel:  descontinuidade do cinema brasileiro
– Distribuição:#majors
#ação das distribuidoras norte-americanas em associação com o exibidor brasileiro
#linha de exibição
#reação: a formação de uma distribuidora única de filmes brasileiros ou a associação com as distribuidoras de filmes estrangeiros
#Flávio Tambellini – Geicine – obrigatoriedade de toda distribuidora instalada no Brasil operar com, pelo menos, um filme nacional para cada dez estrangeiros, bem como facultar ao distribuidor estrangeiro produzir ou coproduzir filmes no Brasil por meio da utilização de até 1/3 do imposto de consumo devido – busca de um fundo de capitais para a produção
#1966: INC
#1975: Embrafilme – Cinema Novo
#1993: Lei do Audiovisual
#Lírio Ferreira: a distribuição como um “problema crônico” do cinema brasileiro e afirma que a Riofilme “é a única possibilidade”

-exibição:

#1932, surge de maneira tímida a primeira legislação
protecionista, a qual exigia que o longa-metragem estrangeiro fosse exibido acompanhado de um  curta-metragem braseiro
#1953: Lei do contingente: quantidade máxima de filmes a ser importada anualmente pelo Brasil e taxação do filme – carteira bancária de crédito cinematográfico
#cota de tela
#1980: extinção da Embrafilme, multiplex
#Diler Trindade: aumentar a quantidade de salas existentes no país a fi m de possibilitar o crescimento do público do fi lme nacional -BNDES financiando cinemas em periferias

-Estado e TV

#papel central de mediador entre a produção  cinematográfi ca brasileira e o mercado dominado coube historicamente ao Estado
#1940: iniciativas timidas de proteção
#1950: com fracasso da Vera Cruz, pressões
#1966 INC e 1969 Embrafilme – cota de tela e protecionismo ideológico
#1970: cinema brasileiro ocupando 30%
#1980: crise do estado, emergência da política neoliberal – decadência
#2001: Ancine – instrumento com o objetivo de coordenar a política cinematográfica do governo federal
#III Congresso Brasileiro de Cinema – tributação sobre o faturamento das emissoras de TV e cota de exibição – percepção da associação do mercado cinematográfico com o televisivo
#1998: Globo Filmes – associação com produtores independentes

Políticas públicas federais de apoio à indústria cinematográfica brasileira: um histórico de ineficácia na distribuição

*Federal Communications Commission (FCC), que até 1993 proibiu as redes de televisão de consumir e distribuir mais de 30% de seus próprios programas – EUA – estimulou a convergência entre as duas mídias, fazendo com que a produção de Hollywood suprisse a grade de programação das televisões
*Políticas públicas de apoio à indústria cinematográfi ca, para serem eficazes, precisam ter como premissa que essa cadeia produtiva está imersa numa lógica mais ampla, compondo a complexa e dinâmica rede de relações econômicas que perfazem a indústria audiovisual. A indústria de produtos e serviços audiovisuais organiza-se em cadeias independentes e inter-relacionadas que abarcam três etapas ( produção, distribuição e exibição) e envolvem grandes conglomerados econômicos ( majors),  rganizações de porte intermediário e, também, inúmeras pequenas firmas e profissionais especializados em diversos ramos produtivos
*As políticas públicas implantadas no Brasil não funcionam por não trabalharem o elo da distribuição e não provocarem a convergência entre a produção cinematográfica e os demais ramos da cadeia audiovisual nacional
*Primeira política pública para o cinema no Brasil – Getúlio – 1937 – INCE – Educativo
1934 – cota de tela
*E porque, ao invés de reservar cota de telas para o fi lme brasileiro, não se pensou em controlar ou restringir a importação de filmes norte-americanos? (medo de restrições comerciais)
*INC – 1966:

– instituiu a contribuição para o desenvolvimento da indústria calculada sobre metragem dos filmes impressos importados;
– alterou a Lei da Remessa de Lucros, tornando obrigatório o recolhimento de parte do desconto do IR sobre a exploração de filmes estrangeiros destinada à produção nacional;
– incentivou a prática de coproduções com empresas estrangeiras;
– instituiu premiações por bilheterias e qualidade;
– instituiu o prêmio INC, em 1967, para as principais categorias profissionais da produção cinematográfica brasileira (diretor,ator etc.).

*Auge da Embrafilme: 1974 e 1984
*Retomada após impeachment de Collor – governo federal e leis de incentivo
*Crescimento da produção, porém, o  cinema norte-americano tem mantido um market share anual de cerca de 90% no mercado brasileiro de salas de  exibição
*Governo Lula – projeto da ANCINAV
*Funcine

*problema das políticas públicas: ineficácia no apoio à distribuição

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: